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GENINHA DA ROSA BORGES (1)

Maria Eugênia da Rosa Borges diz que já nasceu artista. Desde muito pequena era presença obrigatória nos palcos e atividades culturais da escola. Filha de amazonense e carioca, esta pernambucana nascida em 1922, cresceu no Bairro da Boa Vista, no centro do Recife e estudou no colégio São José, onde foi descobrindo seus dotes artísticos.

Estréia

Sua estréia como uma atriz de verdade foi na peça beneficente "Noite de Estrelas", ensaiada por moças da sociedade com o objetivo de ajudar os leprosos. Na platéia estava Valdemar de Oliveira que se encantou com o desempenho da atriz e pediu autorização aos pais da jovem para que ela integrasse o grupo fundador do Teatro de Amadores de Pernambuco. Tornou-se grande amiga de Valdemar de Oliveira e, através dele, conheceu o futuro marido, Otávio da Rosa Borges, “Baby”, irmão de Diná, esposa de Valdemar.
Sucesso

Com a visão aguçada para descobrir talentos, Valdemar de Oliveira convidou, imediatamente, Geninha Sá, para o papel principal da peça “Primerose” (Robert de Flers), no Teatro de Amadores de Pernambuco. A crônica teatral era unânime em elogios à nova atriz que, ainda hoje, é considerada “A Dama do Teatro Pernambucano”.
Santa Isabel

“Nascedouro e Permanência”, este é o nome do livro, publicado por Geninha, que conta a história do Teatro de Santa Isabel: O livro fala sobre os banquetes e os bailes de máscaras que aconteceram durante os 150 anos de existência do Santa Isabel. O comportamento do público e os costumes da época de ouro do teatro também são retratados. A obra relata ainda os aspectos históricos e arquitetônicos do prédio.
Formação

Geninha é formada em Letras Anglo-germânicas e em Pedagogia, ambas pela Faculdade de Filosofia do Recife (Fafire). Fez cursos de pós-graduação em Teleducação, nos Estados Unidos e no Japão.
Trabalho

Foi criadora do Sistema Teleducativo do Estado de Pernambuco. Desde 1965 ocupou vários cargos na Secretaria de Educação do Estado. Assumiu a Coordenadoria do Sistema de Educação pelo Rádio e Televisão. Foi chefe do Centro de Educação pelo Rádio e TV e diretora do Departamento de Recursos Tecnológicos para a Educação. A partir de 1983, após a separação do Ministério da Educação do Ministério da Cultura, foi posta à disposição da Secretaria de Cultura do Estado de Pernambuco como atriz e diretora de espetáculos. Na área da Cultura, ocupou os cargos de diretora de Eventos do Museu da Cidade do Recife, de coordenadora de Artes Cênicas, de diretora do Teatro de Santa Isabel e de Supervisora de Artes Cênicas no Instituto de Assuntos Culturais da Fundação Joaquim Nabuco.
Atriz

Como Atriz, Geninha fez estágio em Londres e Paris pelo The British Council. Visitou academias de arte, em Bristol e em Stratford-on-Avon. Assistiu à espetáculos em vários teatros de Paris e de Londres e deixou gravações na BBC. Geninha viveu 68 personagens e pertence ao elenco do Teatro de Amadores de Pernambuco, desde 1941, como fundadora.
Prêmios
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Recebeu muitos prêmios de “Melhor Atriz” e “Melhor Diretora” e teve a honra de gravar os discos “Gilberto Freyre, Oitentão” e “Mauro Mota, Poeta Poetíssimo”.
DIRETORA
Como Diretora de Espetáculos:
1. “Leito Nupcial”, de Jan Hartog. (1960)
2. “O Marido Domado” (entremêz de Ariano Suassuna) – Cité Universitaire – Paris – 1961 – e no 1º Encontro da Mulher nas Artes – São Paulo 3-12/09/1982.
3. “O Menino Atrasado”, de Cecília Meirelles, com música de Capiba, pelo Grupo “Os Curujinhas”, no 1º Festival de Teatro Infantil de Pernambuco, dezembro / 1963.
4. “Os irmãos das Almas”, de Martins Pena. (Prêmio de Direção no Festival Martins Pena, em Alagoas.)
5. “Yerma”, de Garcia Lorca – Teatro de Amadores de Pernambuco - 1978. (último pedido de Valdemar de Oliveira.)
6. “Jogos na Hora da Sesta”, de Roma Mahieu, para o Teatro de Amadores de Pernambuco - 1980.
7. “Gilberto oitentão”, na Biblioteca Pública Estadual. Recife – PE – março / 1980.
8. “Oratório da Paixão”, texto de Maria do Carmo Barreto Campello de Melo. Dramatização acompanhada pela Orquestra de Cordas da UFPE, dirigida por Luis Soler – 1981. (Igreja do Rosário dos Pretos, Teatro de Santa Isabel, UFPE / Reitoria,etc).
9. “Tempo Cultura – Crônica de uma Biblioteca”. Dramatização dos 180 anos da História da Biblioteca Estadual. Recife - Pernambuco, 5 de maio de 1982, por Maria do Carmo Barreto Campello de Melo.
10. “Paula - no Hoje-Nosso tempo”, comemorando os 100 anos de morte de Paula Frassinetti, fundadora da Congregação Dorotéia no Brasil – 1982.
11. “Solilóquios de Yerma”, de Garcia Lorca (adaptação de Geninha da Rosa Borges) para o “1º Encontro da Mulher nas Artes” – São Paulo 3-12/09/1982.
12. “Oratório da Natividade” – Texto de Maria do Carmo Barreto Campello de Melo – (Sudene, Academia Pernambucana de Letras, UFPE, SE/DERTE – dramatização acompanhada pela Orquestra de Cordas da UFPE, regida por Luis Soler). dezembro/ 82.
13. “A Promessa”, de Luiz Marinho para o Teatro de Amadores de Pernambuco – 1983.
14. “As lágrimas Amargas de Petra Von Kant”, de Fassibinder – Janeiro / março de 1987 para o Teatro de Amadores de Pernambuco.
15. “Modos de Homem & Modas de Mulher” - de Gilberto Freyre -“show” por ocasião do lançamento - julho/87.
16. “Casa Grande e Senzala” comemorando os 50 anos do livro “Casa Grande e Senzala” de Gilberto Freyre e, ao mesmo tempo, os 50 anos do Clube Português: colagem de Maria do Carmo Barreto Campello de Melo e seleção de músicas por Rubem Rocha Filho.
17. Participação, por convite, para ilustrar Trabalhos, Conferências, Leitura de peças, Lançamentos de livros, Comemorações, homenagens, etc. Na Biblioteca Pública do Estado, no SESC, no SENAI, no Conselho de Cultura de Pernambuco, na Academia de Artes e Letras de Pernambuco, Academia Pernambucana de Letras, Palácio das Princesas, Prefeitura Municipal do Recife, em Praças do Recife, etc.
18. “Morte e Vida Severina”, de João Cabral de Melo Neto – Homenagem aos 70 anos do Autor no Teatro José Carlos Cavalcanti Borges – FUNDAJ – Derby - junho/90.
19. Direção da leitura de “Entre quatro paredes”, de Sartre – Promoção conjunta INACEN / Projeto - Exercícios Teatrais - FUNDAJ – Derby - setembro/90.
20. “A Estrada” de Luiz Marinho (2º Ato) para o Teatro de Amadores de Pernambuco.
21. “Tom Azul” – Monólogo retirado do Livro de Ana Maria César. (Autoria – Direção – Atuação).

CINEMA

Em relação a cinema, entre longas e curtas, participou de vários vídeos e filmes:
1. “O coelho Sai” – 1939 – Firmo Neto (Primeiro filme falado, totalmente feito em Pernambuco)
2. “Paraíba, Mulher Macho" – Tizuka Yamasaki
3. “Baile Perfumado” – Lírio Ferreira – Paulo Caldas
4. “O Pedido” – Adelina Pontual
5. “A Partida” – Sandra Ribeiro
6. “Memorial de Maria Moura” – (Interditado)
7. “Olegário Mariano” – Marcelo Peixoto- FUNDAJ
8. “O Teatro e a Música de Valdemar de Oliveira” – Sandra Ribeiro
9. “Nois sofre mais nois goza” – Sandra Ribeiro
10. “Cinqüenta e Cênicos anos de Teatro” – Pedro Oliveira – 1996
PUBLICAÇÕES
Geninha da Rosa Borges pertence à Academia de Artes e Letras de Pernambuco e à União Brasileira dos Escritores (UBE), Seção de Pernambuco, com alguns trabalhos publicados:
NA ÁREA DA EDUCAÇÃO
· “Práticas Educativas... essa Disciplina”
· “Por que Ginásios Modernos?”
· “De 1962 a 1968 Exames de Madureza no Estado de Pernambuco”
· “Produção e Recepção na Teleducação de Adultos”
· “Aplicar - Tecnologia Educacional – todo dia, o dia todo”

NA ÁREA DA CULTURA
· “Gilberto Oitentão”, peça teatral em comemoração aos 80 anos de Gilberto Freyre.
· “Solilóquios de Yerma”, adaptação da peça “Yerma” de Garcia Lorca.
· “Teatro de Santa Isabel – Nascedouro e Permanência” (já em 2ª edição)
Acaba de ser lançado o seu primeiro CD – “Uma Voz em Cena Aberta”, com direção de Renato Phaelante.

PEÇAS EM QUE PARTICIPOU

1. “Noite de Estrelas”, de Valdemar de Oliveira. (1941).
2. “Primerose”, de Robert de Fleurs e A. Caillavet. (1941).
3. “Uma mulher sem importância” de Oscar Wilde. (1941).
4. “O Processo de Mary Dugan”, de Bayard Weller. (1941).
5. “A Exilada”, de Kistemaeckrs. (1941).
6. “A Canção da Felicidade”, de Oduvaldo Viana. (1942).
7. “O Leque de Lady Windermere”, de Oscar Wilde. (1943).
8. “A Comedia do Coração”, de Paulo Gonçalves. (1944).
9. “Nuvem”, de Coelho Neto. (1944).
10. “A Gota d´Água”, de Henry Bordeaux. (1945)
11. “Capricho”, de A . Musset. (1945)
12. “A Dama da Madrugada”, de Alejandro Casona. (1945)
13. “A Casa de Bernarda Alba”, de Garcia Lorca. (1948)
14. “Nossa Cidade”, de Thorton Wildler. (1948)
15. “Esquina Perigosa”, de J.B. Priestley (1949)
16. “O Poço do Rei”, de José Carlos Cavalcanti Borges. (1950)
17. “Um Século de Glória” de Valdemar de Oliveira. (1950)
18. “Arsênico e Alfazema”, de Kesselring. (1950)
19. “Do mundo nada se leva”, de Kauffman. (1951)
20. “Grupo de Baile do Teatro de Amadores de Pernambuco”. (1950)
21. “Sangue Velho”, de Aristóteles Soares e Valdemar de Oliveira. (1952)
22. “Massacre”, de Emmanuel Roblès. (1953)
23. “A verdade de Cada Um”, de Pirandello. (1953)
24. “Está lá Fora um Inspetor”, J.B. Priestley. (1953)
25. “O Que Leva as Bofetadas”, de Andreieff. (1954)
26. “Uma morte sem importância”, de Ivan Noe. (1954)
27. “Anna Christie”, de O`Neill. (1954)
28. “Vestido de Noiva”, de Nelson Rodrigues. (1955)
29. “Bodas de Sangue”, de Garcia Lorca. (1956)
30. “A Comédia de Balzac”, de José Carlos Cavalcante Borges.(1957)
31. “O Casmurro”, de Graça Melo, no papel de Diretora, para o TAP. (1957)
32. “Seis Personagens à Procura de um Autor”, de Pirandello. (1958)
33. “Onde Canta o Sabiá”, de Gastão Tojeiro. (1958)
34. “A Pena e a Lei”, de Ariano Suassuna. (1959)
35. “Living Room”, de Graham Greene. (1959)
36. “O Tempo e os Conways”, de J.B. Priestley. (1960)
37. “Mandrágora”, de Maquiavel. (1960)
38. “Leito Nupcial”, de Jan Hartog. (1960)
39. “O Marido Domado”, de Ariano Suassuna. (1962)
40. “Preciosidade” (The Collection`s Piecces), de Kathleen MacManus – BBC de Londres. (1962)
41. “Capital Federal”, de Artur Azevedo. (1965)
42. “TAP, ano 25”, de Valdemar de Oliveira. (1966)
43. “Uma Pedra no Sapato”, de Feydeau. (1967)
44. “Oito Mulheres”, de Robert Thomas. (1968)
45. “A Casta Suzana”, de Jean Gilbert e Georgis Okonkowsky. (1970)
46. “O Processo de Jesus”, de Diego Fabri. (1971)
47. “Ontem, Hoje e Amanhã”, de Valdemar de Oliveira. (1972)
48. “Inês de Castro”, de Alejandro Casona. (1972)
49. “O Mundo Submerso em Luz e Som”, de Valdemar de Oliveira. (1975)
50. “O Milagre de Anne Sullivan”, de William Gibson. (1975)
51. “Yerma”, de Garcia Lorca. (1978)
52. “A Promessa”, de Luiz Marinho. (1983)
53. “O Peru”, de Feydeau. (1984)
54. “Um Sábado em 30”, de Luiz Marinho. (1971 e1986)
55. “As Lágrima Amargas de Petra Von Kant” de Fassbinder. (1987)
56. “O Atelier de Madame Rabat”, de Feydeau. (1989).
57. “Dr. Knock”, de Jules Romain em remonte. (1971)
58. “Sábado, Domingo e Segunda”, de Eduardo de Felippo. (1996)
59. “Bob Bobete”, Opereta de Valdemar de Oliveira, adaptação de Fernando de Oliveira.(1997)
60. “Valdemar Vivo”, de Fernando de Oliveira para o TAP, interpretando diversos papéis. (2001)
61. “Geninha 80 anos? Não acredito!, de Fernando de Oliveira”.
62. “Paz, nossa arma”, de Fernando de Oliveira.
63. “Pazpaz Noel”, de Fernando de Oliveira.
Fonte:
http://www.tap.org.br