ANTÔNIO CARLOS MAGALHÃES (2)
ACM durante seu discurso de renúncia
Em 1986, ACM enfrentou uma de suas raras derrotas políticas, com a eleição de Waldir Pires (PMDB) para o governo da Bahia, em detrimento de seu aliado Josaphat Marinho. Em seguida, um de seus maiores dramas pessoais: o suicídio de sua filha mais nova. Ana Lúcia Magalhães, de 28 anos, diretora do "Correio da Bahia", morreu com um tiro na cabeça.
Episódio igualmente dramático seria vivido por ACM em 21 de abril de 1998, quando morreu seu filho Luís Eduardo Maron Magalhães, seu provável sucessor político, vítima de infarto, aos 43 anos. Foi o segundo, dos quatro filhos que teve com Arlete Maron de Magalhães, com quem havia se casado em 1952, a falecer.
Ao deixar o Ministério das Comunicações, assumiu em março de 1991, pela terceira vez, o governo da Bahia, do qual saiu para assumir o cargo de senador da República, em 1994, tendo eleito seu sucessor, César Borges.
Três anos depois, foi eleito presidente do Senado e, como tal, continuaria angariando amigos e opositores, ao usar seu poder para, por exemplo, incentivar a instalação de indústrias na Bahia em troca de incentivos fiscais e empréstimos, fato que o indispôs com governadores de vários Estados.
Sua saída da presidência do Senado, em fevereiro de 2001, impôs-lhe uma das suas piores derrotas políticas, com a eleição do senador Jader Barbalho (PMDB-PA) para sucedê-lo. Sua reação, ao que considerou uma traição por parte do presidente Fernando Henrique, foi uma série de acusações contra o governo, que custaram ao senador a demissão de dois ministros por ele indicados, Rodolpho Tourinho (Minas e Energia) e Waldeck Ornélas (Previdência).
Em março de 2001, assinou o requerimento da oposição que propunha a criação de uma CPI da Corrupção, com a finalidade de para investigar o governo FHC.
ACM sofreu um infarto em 1989. Operado pelo cardiologista Adib Jatene, recebeu o implante de duas pontes de safena e duas mamárias. Em 1991, foi operado em Londres para a retirada de três cálculos renais e, em setembro de 1999, foi submetido a uma biópsia na próstata (exame que tem o objetivo de detectar a existência de câncer no órgão), cujo resultado deu negativo. Em março de 2001 passou por exames no Hospital Aliança, em Salvador, em razão de problemas pulmonares.
http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/2001-acm.shtml
O senador Antonio Carlos Magalhães (DEM-BA) morreu às 11h40 de 20/7/2007, aos 79 anos, em São Paulo, em decorrência de falência múltipla dos órgãos.