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Postado por Ivan Maurício em 23/02/2008 23:25

ALTIMAR PIMENTEL (1)
Artes cênicas // Nordeste fica sem Altimar Pimentel

O Nordeste perdeu, na última quinta-feira (21/2/2008), um dos seus filhos mais ilustres. O escritor, teatrólogo, folclorista e professor Altimar de Alencar Pimentel faleceu aos 71 anos, no Hospital da Unimed, em João Pessoa, vítima de complicações renais. O intelectual estava internado desde o último dia 13. O enterro aconteceu ontem, no cemitério de Santa Catarina, na capital paraibana. Nascido em 30 de outubro de 1936, em Macéio (AL), Altimar fez uma longa carreira no teatro e literatura regionais. Foi diretor do Teatro Santa Rosa (João Pessoa), do Departamento de Extensão Cultural da Paraíba e coordenador do Núcleo de Pesquisa e Documentação de Cultura Popular da Paraíba. Sua última peça encenada do Recife foi Coiteiros, em 2005, pela Cia. Spectrus, dirigido por Max Almeida.

Além de suas atividades artísticas, Altimar acumulou projetos e funções na imprensa brasileira. Foi diretor da Rádio Correio da Paraíba e assessor cultural do Instituto Nacional do Livro (Rio de Janeiro). No teatro e na cultura popular, ele teveseu destaque maior. Na área do folclore, publicou dezenas de livros, entre eles, O coco praieiro (1968), O Diabo e outras entidades míticas no conto popular (1969), O mundo mágico de João Redondo (1971) e Estórias da boca da noite (1976). Sua última publicação foi Como nasce um cabra da peste (adaptação teatral do livro homônimo, de Mário Souto Maior, em 1997).

O espetáculo foi visto no Recife nos anos 80 em encenação da companhia Agitada Gang, da Paraíba. Em 1989, o Grupo de Teatro Bandepe levou aos palcos a peça Casamento de branco, que teve direção de Pedro Henrique. Em 2004, Altimar foi premiado com o primeiro lugar num concurso dramatúrgico promovido pela Funarte. Seu texto A lenda da cobra grande faturou o prêmio na categoria Teatro para infância e juventude.

O alagoano vivia desde os anos 50 na Paraíba, onde se diplomou em Letras pela UFPB e fundou a Associação dos Dramaturgos do Nordeste, juntamente com o dramaturgo pernambucano Luiz Marinho. Altimar deixou inúmeras peças teatrais e obras literáriasem linguagens diversas como O mundo mágico de João Redondo (teatro de bonecos).

http://www.pernambuco.com/diario/2008/02/23/viver5_0.asp

ALTIMAR PIMENTEL nasceu no dia 30 de outubro de 1936, na cidade de Maceió, AL, havendo exercido as seguintes funções: diretor do Teatro Santa Rosa (João Pessoa), diretor do Departamento de Extensão Cultural da Paraíba, coordenador do Núcleo de Pesquisa e Documentação de Cultura Popular da Paraíba, diretor da Rádio Correio da Paraíba, assessor cultural do Instituto Nacional do Livro (Rio de Janeiro), assessor cultural da Pró-Reitoria para Assuntos Comunitários da UFPB (1977-1979), assessor administrativo da Câmara dos Deputados (Brasília, 1980), membro do Conselho Estadual de Cultural da Paraíba (1963), secretário do Conselho Consultivo de Alto Nível do Instituto Nacional do Livro (Rio de Janeiro, 1969), redator da Coordenação do Ministério da Agricultura (Brasília, 1974), assessor de imprensa do Ministério da Agricultura (Brasília, 1975), assessor de divulgação de Imprensa e relações públicas da Câmara dos Deputados (Brasília, 1975), do jornal Correio Braziliense (Brasília, 1976), da Agência de Notícias dos Diários Associados (Brasília, 1976), do Jornal e da Rádio Correio da Paraíba (João Pessoa, 1970/76). Publicou, na área do Folclore, O coco praieiro (1968), O Diabo e outras entidades míticas no conto popular (1969), O mundo mágico de João Redondo (1971), Estórias da boca da noite (1976), Saruã, lenda de árvores e plantas do Brasil (1977), Barca da Paraíba (1978), Catálogo prévio do conto popular da Paraíba (1982), Estórias de Cabedelo (1990), Estórias de São João do Sabugi (1990), Incantion (Flórida, USA, 1990), Estórias do Diabo (1995), Estórias de Luzia Tereza (1995), Contos populares brasileiros – Paraíba (1996), (...)

http://www.soutomaior.eti.br/mario/paginas/dic_a.htm