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Postado
por Ivan Maurício
em 01/10/2007 23:11
AUGUSTO DOS ANJOS (1)
Cordel para Augusto dos Anjos
Por Gustavo Dourado
Augusto dos Anjos brilha
No concerto universal
Poeta cientificista
De luz infinitesimal
Cosmogônico-biológico
Místico e transcendental...
No Estado da Paraíba
O vate Augusto nasceu
No dia 20 de abril...
O fato assim decorreu ...
No engenho Pau-D`arco:
Sua mãe o concebeu...
Alexandre dos Anjos: pai
A mãe Córdula Carvalho...
Os genitores do Poeta
Deram a carta do baralho
Trouxeram ao mundo, Augusto
Um Poeta sem retalho...
Na Vila do Espírito Santo
Augusto foi batizado...
A 27 de fevereiro
Deu-se o fato aqui narrado
Em 1885:
Fica assim historiado...
Quarto de nove irmãos
Augusto foi destacado
Sempre leu desde menino...
À leitura, sempre dado...
Na biblioteca do pai:
Era um leitor aplicado...
No Liceu Paraibano...
Estudou Humanidade
Ano 1900...
Dá asas à liberdade
Sente o cheiro da poesia
No calor da mocidade...
No Almanaque da Paraíba
Primeiro soneto publicado
Foi aos 16 anos...
O fato foi registrado...
Dava-se o início
De um vate inusitado...
Seu amigo Órris Soares
Em sua vida foi presente
Companheiro nos estudos
Plantaram a boa semente
Amigos inseparáveis:
Em um mundo incongruente...
O poeta sofreu muito
Um romance interrompido
Seu filho foi abortado
Fo-se um amor perdido
A mãe persegue a amante:
Uma morte sem sentido...
A cidade da Paraíba
Era capital do Estado
A futura João Pessoa
Deu-lhe verso inspirado
Colaborou em O Comércio
Como poeta e letrado...
Ano 1903
Entra para a Faculdade
Faz Direito no Recife
Vence a adversidade
Cultiva o conhecimento
Cresce em multiplicidade...
Em 1907...
Em Direito é bacharelado...
Na Faculdade do Recife
Junto com Gilberto Amado
Na turma de Órris Soares
Sempre amigo ao seu lado...
1907/1908
Dá aula particular...
Torna-se o seu ganha-pão:
E muito precisa lutar
A sobrevivência é difícil:
Nesse mundo de lascar...
Do Liceu Paraibano
É nomeado professor
Na área de Literatura
Um grande conhecedor...
Foi um mestre de renome :
De destacado valor...
Pronuncia conferência
Sobre a escravidão
No dia 13 de maio
Data da libertação...
De mancha da humanidade:
A triste escravização...
Ano 1909...
A conferência se deu
Ante o Governador do Estado
A palestra ocorreu...
O Poeta mostra a face
Do horror que aconteceu...
Em 1910...
Dá-se o seu casamento
Com a sua conterrânea
(Expressão do sentimento):
De nome Ester Fialho:
É o amor em movimento...
Abandona a Paraíba:
Briga com o Governador
Vai pro Rio de Janeiro
Como eterno buscador
Lá reside por 2 anos:
Atua como professor...
Na Capital do País
Passa por dificuldade
Mora na Avenida Central
Da grandiosa Cidade
Reside em vários lugares:
Tempo de adversidade...
Em 1911
Perde o filho primeiro
Morre setemesino
Foi-lhe um tiro certeiro
A dor do poeta é grande
Sente abalo por inteiro...
Para a Escola Normal:
Foi nomeado professor
No Colégio Pedro II
Atua como educador
Substitui a João Coelho:
Leciona com amor...
Em 1912
O livro Eu é lançado
Em edição particular
Por Odilon é ajudado
Que é irmão de Augusto
E o tem patrocinado...
No mesmo ano do livro
A filha tem nascimento...
O Poeta segue em frente
Em constante movimento
Luta pra sobreviver:
Apesar do sofrimento...
Em 1913:
De Guilherme, o nascimento
Novo filho do Poeta:
Mexe com seu sentimento...
Augusto Poeta Maior:
Foi um ás no pensamento...
Vai para Minas Gerais
Nomeado Diretor
Cidade de Leopoldina
Um Poeta Professor...
É o princípio do fim
De um grande pensador...
Chega em Leopoldina
Pra dirigir grupo escolar
Escola Ribeiro Junqueira
Pouco tempo a comandar
Ano 1914...
A gripe o irá matar... [...]
Gustavo Dourado. Baiano de Recife dos Cardosos-Ibititá-Chapada Diamantina.
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