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Postado por Ivan Maurício em 26/02/2008 08:09

AUSTRO COSTA (1)
Austriclínio Ferreira Quirino, o poeta e jornalista conhecido como Austro-Costa, nasceu no dia 9 de maio de 1899, na cidade de Limoeiro, em Pernambuco.

Órfão de pai e abandonado pela mãe, foi criado por um tio, negociante português que o colocou para trabalhar no balcão de sua loja de tecidos. Austro-Costa empregou-se também como zelador da pequena biblioteca de Limoeiro.

Publicou seu primeiro poema, no dia 15 de fevereiro de 1913, n’O Empata, em Limoeiro.

Em 1915, adotou definitivamente o pseudônimo de Austro-Costa. Mudou-se de Limoeiro para o Recife em 1917, quando tinha apenas 17 anos.

Trabalhou na Empresa Vecchi, distribuidora de livros em fascículos (1918) e atuou na imprensa recifense como revisor, repórter e cronista social (sob o pseudônimo de João-da-Rua Nova), tendo trabalhado nos jornais A Luta, Jornal do Recife, Jornal do Commercio, A Notícia, Diário da Tarde e no Diario de Pernambuco, onde escreveu regularmente de 1922 a 1929. Quando escrevia crônica social usava o pseudônimo João da Rua Nova ou João-do-Moka.

No Diário da Tarde, manteve uma seção de sonetos satíricos e humorísticos intitulada De Monóculo, de 1933 a 1935, da qual resultou o livro póstumo de mesmo nome, organizado pelo escritor Luiz Delgado e publicado em 1967 pela Academia Pernambucana de Letras e o Governo do Estado de Pernambuco.

Publicou seu primeiro livro de poesias Mulheres e rosas, em 1922, contendo 52 poemas, que teve notável repercussão. Nessa mesma década, em 1924, integrou, pioneiramente, por influência do jornalista Joaquim Inojosa, o Movimento Modernista em Pernambuco, aderindo ao verso livre e à busca de trazer para a lírica os eventos do cotidiano.

Foi integrante do Movimento Modernista em Pernambuco (1924), participou do combate à Revolução Constitucionalista de 1932 e, em 1934, tornou-se funcionário da Assembléia Legislativa de Pernambuco. Dizia que tinha três "cachaças": imprensa, política e poesia.

Em 1945, publicou seu segundo livro, com 102 poemas, que denominou de Vida e sonho, com o qual ganhou o prêmio Othon Bezerra de Melo, da Academia Pernambucana de Letras.

Casou-se com Helena Lins de Oliveira em 1948 e, em 1949, tomou posse na cadeira nº 5 da Academia Pernambucana de Letras.

Austro-Costa também foi autor da letra de vários hinos, a exemplo do Hino da Rádio-Patrulha de Pernambuco, da Marcha-canção dos Legionários de Princesa e do Hino do Congresso Comemorativo do Cinqüentenário do Apostolado da Oração da Paróquia de Casa Forte (Recife).

No dia 29 de outubro de 1953, morreu no Recife, quando ia do trabalho para casa, vítima de um acidente de ônibus na Rua da União.

Poeta dos mais populares e queridos do seu tempo em Pernambuco, como testemunham jornais e revistas da época, Austro-Costa deixou uma obra de caráter romântico — “um dos melhores poetas românticos que Pernambuco tem dado ao Brasil” na opinião de Gilberto Freyre — e humorístico. Esse caráter lírico e existencial levou Luiz do Nascimento, seu amigo e historiador da imprensa de Pernambuco, a escrever que Austro foi uma espécie de “Castro Alves redivivo”, já que “numerosos corações femininos estremeceram ao vê-lo passar”. Seus poemas mais famosos são: Capibaribe, meu rio; Salomé Toda de Verde; O Recife da Madrugada é um Poema Futurista; Tartufo-mor; e O Último Porto, este último, um soneto, considerado pelo crítico Fausto Cunha como um dos vinte maiores da literatura brasileira.

Em 1994, a Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe), publicou uma antologia poética de Austro-Costa, organizada pelo escritor Paulo Gustavo e com prefácio de Mauro Mota. Apesar disso, muitos dos seus poemas só foram publicados em revistas e jornais e permanecem inéditos em livro.

http://www.fundaj.gov.br/notitia/servlet/newstorm.ns.presentation.Nav
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