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Postado por Ivan Maurício em 21/08/2007 22:36

CEGO ADERALDO (2)
Fotografias da época de Aderaldo em grupo de músicos rememoram história do Nordeste (Foto: Alex Pimentel)



Talento reconhecido

Diversas obras literárias, dentre elas “Eu sou Cego Aderaldo”, que tem prefácio da escritora Rachel de Queiroz, citam o talento de Aderaldo Ferreira de Araújo. Ainda criança, aos cinco anos, seu pai adoeceu e teve que trabalhar para ajudar no sustento da família. Ele perdeu a visão quando tinha 18 anos, 15 dias após a morte de seu pai, aos 25 de março de1896. Naquela época ele era maquinista da Estrada de Ferro de Baturité.

Cego e pobre, não tendo a quem recorrer, ele teve um sonho em versos. Foi quando descobriu o dom de cantador e de improvisar rimas. Logo ganhou uma viola de presente. Aprendeu a tocar e garantir novamente sua estabilidade para o sustento da mãe, que morreria pouco tempo depois. Sozinho, partiu sertão afora, cantando e ganhando por sua habilidade. Com o tempo sua fama foi aumentando, até que em 1914 se deu a famosa peleja com Zé Pretinho, o maior cantador do Piauí, cuja batalha de violas e rimas, transcrita pelo cordelista Firmino Teixeira do Amaral, lhe rendeu a consagração. Em suas andanças pelo País, conheceu Padre Cícero, Virgulino Lampião, que lhe presenteou com uma pistola, Do governador de São Paulo àquela época, Adhemar de Barros, com quem firmou boa amizade, ganhou um projetor cinematográfico. Ele passou a sobreviver durante algum tempo, fazendo exibições por diversos lugarejos.

ALEX PIMENTEL
Colaborador

Mais informações:
Fundação Cultural de Quixadá
Rua José Jucá, 343, Praça da Cultura, Centro
(88) 3414 4682 / 3414 4681
cultura@quixada.ce.gov.br

"Diário do Nordeste", 21/8/2007:

http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=462965