CÉSAR LEAL (1)
Poeta, crítico de poesia, graduado em Filosofia e jornalismo, título de NS Notório Saber. Parecer 242 / 80, do Conselho Federal de Educação, professor de Teoria da Literatura da Universidade Federal de Pernambuco. Muito cedo ingressou no serviço público em Fortaleza. Trabalhou em Belém, e, a seguir, Manaus, Rio e Belo Horizonte onde fez grandes amigos: Cristiano Martins, Abgar Renault e Emílio Moura que, em suas obras completas, lhe dedicou um poema Entre os “novos”, conheceu Fábio Lucas, que o lançou através da revista “Vocação”. Ao assistir as aulas de Abgar Renault na Faculdade de Filosofia da UFMG, passou a admirar os poetas metafísicos ingleses Marvel, Donne, Herbert. Transferido para o Recife, Mauro Mota o admitiu no Diário de Pernambuco. Aí, conheceu Eduardo Portella, recém-chegado da Espanha, a quem considera um dos renovadores da crítica no Brasil.
Embora escrevesse poesia desde os 9 anos, estreou em livro em 1957, ganhando o Prêmio Nacional “Vânia Souto Carvalho”. Professor de teoria da literatura da UFPE, desde meados da década de 60. Em 1965, publicou um ensaio sobre Dante, sendo condecorado por tal estudo “Cavaliere” da Ordem do Mérito da República da Itália, pelo presidente Sandro Pertini. Em 1970, durante uma temporada nos Estados Unidos, tornou-se o primeiro poeta da língua portuguesa a gravar ao vivo poemas para a Biblioteca de Poesia da Universidade Harvard. Fundou o Programa de Pós-Graduação em Letras da UFPE ( mestrado e doutorado) onde formou um núcleo de estudos literários classificado pelos órgãos avaliadores da CAPES e CNPq como um dos cinco melhores do País. Ainda em 70, fundou com Roberto Magalhães, a revista “ Ensaios”, de nível internacional. Fez parte do grupo que durante mais de 30 anos se reunia no Engenho “São Francisco” do pintor Francisco Brennand, onde se discutia arte, literatura e política. O grupo era formado por Debora-Francisco Brennand, Ariano Suassuna e o poeta Thomas Seixas.
Em 1980, o então ministro da Educação, Eduardo Portella o nomeou para o Conselho Diretor da Fundação Joaquim Nabuco, de onde saiu para o cargo de membro do Conselho Federal de Cultura, por indicação do ministro Celso Furtado ao Presidente Sarney. Editor da revista Estudos Universitários, desde 1966. Através dela e do suplemento literário do Diário de Pernambuco, que dirigiu durante 37 anos, lançou os poetas da “Geração de 65” e continua a lançar novos autores, o que fez Oswaldino Marques o considerar uma espécie de Erza Pound, na sua quase mania de ajudar àqueles que considera injustiçados pela crítica.. No prefácio de Tambor cósmico, Cassiano Ricardo o considerou “ poeta de gênio”. O primeiro artigo sobre sua poesia foi publicado por Osman Lins, no “Estado de São Paulo”, em 1958. Seguiram-se estudos que lhe asseguraram uma fortuna crítica da mais alta qualidade intelectual e técnica.. No Conselho Federal de Cultura, foi autor do Parecer que resultou na criação do “Prêmio Luís de Camões”, instituído pelos governos do Brasil e de Portugal, em 1988.
Prêmios:
Entre os numerosos prêmios recebidos, figuram o “Menendez y Pelayo” do Instituto de Cultura Hispânica (1956); o “Othon Bezerra de Melo, da Academia Pernambucana de Letras (1964); o Prêmio de Poesia (Obra Publicada) da Fundação Cultural do Distrito Federal, Brasília (1970); o “ Olavo Bilac, da Academia Brasileira de Letras (1987); o da Fundação Nacional Pró-Memória, Brasília, (1989): a Medalha de Ouro Joaquim Cardozo, de Honra ao Mérito, da União Brasileira de Escritores do Rio de Janeiro, filiada a Associação Latino-Americana de Associações de Sociedades de Escritores (1999) por seu livro Tempo e Vida na Terra, edição da Imago-Biblioteca Nacional.
Condecorações e honrarias:
Condecorado várias vezes com a Ordem Capibaribe por serviços prestados à Cidade do Recife.
Cidadão Honorário do Estado de Pernambuco por serviços prestados a sua cultura e ao ao povo pernambucano.
Por seu ensaio “Dante e os modernos”, foi condecorado “Cavaliere” da Ordem do Mérito da República Italiana, por Decreto do Conselho de Ministros da Itália, sancionado pelo presidente Sandro Pertini (1982).
Diploma de Cultura Oliveira Lima, do Conselho Estadual de Cultura.de Pernambuco.
Troféu Criadores da Cultura do Conselho Municipal de Cultura da Cidade do Recife
Medalha “ Joaquim Cardozo”, da União Brasileira de Escritores do Rio de Janeiro, filiada à Federação das Associações de Escritores Latino-americanos, pela publicação de seus poemas reunidos, Tempo e Vida na Terra IMAGO-FBN, Rio, 1999.
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