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CHICO NÔ (1)
Nascido no município maranhense de Imperatriz, no dia 24 de junho de 1972, Francisco de Paulo Almeida Júnior, mais conhecido como Chico Nô, já sabia, desde pequeno, que rumo seguir na vida. Como sempre gostou de cantar, decidiu ser músico e, aos 15 anos, quando ganhou seu primeiro violão, essa vontade só veio se confirmar.

Chico Nô se considera um autodidata. Aprendeu a tocar seu instrumento favorito através de manuais e revistas e, também, ouvindo as melodias que mais gostava. Aos 18 anos, resolveu estudar música mais a sério, época em que começou a criar suas primeiras composições. De lá para cá, não parou mais. Participou de inúmeros festivais de música, sendo o primeiro deles chamado Engaare, que, em tupi, significa cantar. “Foi um festival organizado pela igreja católica, em cinco estados. Concorríamos em nível local e depois disputávamos a grande final, que foi em Belém. Fui classificado em primeiro lugar. Isso aconteceu em 1991 e ganhei com a música Tainahakã”, lembra.

Após a vitória em seu primeiro festival, o músico se empolgou e descobriu que era possível viver de música. Entre os outros festivais que participou estão os festivais de música de Pinheiro e de Marabá, onde sua música ganhou o prêmio de melhor arranjo. Também participou do Festival Universitário de Canções, em 1993, conseguindo o segundo lugar.

Nesse mesmo ano, Chico Nô resolveu partir em busca de novos horizontes e a cidade escolhida foi o Rio de Janeiro. Lá, fez o curso de música da UniRio, estudando ritmo, solfejo e percepção musical por dois anos. “No Rio, comecei a fazer música para teatro, área que me identifiquei muito. Fiz a direção musical do espetáculo “O Alquimista” e de mais duas peças”, conta.

De volta a São Luís, o artista continuou seu trabalho com teatro, e dirigiu musicalmente vários espetáculos, como “Os Sonhos de Tom e Téo” e “A Missão”, participando também de “Galatéia Club” e outras montagens.

Trabalho – Atualmente, Chico Nô trabalha na trilha sonora da peça “Iaô – O caminho dos mistérios”, da Cia Tapete, com estréia marcada para julho. O músico também integra a banda Xaxados e Perdidos e trabalha na produção do CD do grupo, que se chamará “Xaxado na Bagaceira”. Também integra o Trio Tom, juntamente com os músicos Lazico e Zezé Alves, levando muita bossa nova, choro e MPB aos amantes da música.

Mesmo acompanhando diversos artistas maranhenses, a exemplo do compositor Joãozinho Ribeiro, no show “Samba da Minha Terra”, Chico Nô também tem seu show solo, intitulado Sambumbaião, um passeio por diversos ritmos maranhenses, que apresentou em São Luís e Imperatriz assim que voltou do Rio. Bares como o Bagdá Café, o extinto Canto do Tonico e o São Luís Shopping já foram palco para a apresentação do artista, que também integra o elenco musical do Cacuriá de Dona Teté e do espetáculo natalino “O Auto da Estrela Esperança”, ambos do Laborarte. “Quando resolvi estudar música, pensei que teria que ter outra profissão, mas vi que era melhor investir no que eu mais gostava. A música faz parte da minha vida desde pequeno e sempre procuro me aperfeiçoar cada vez mais”, finaliza Chico Nô.




Fonte: Cazumbá Online
Atualizado em ( 27-02-2008 )