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Postado
por Ivan Maurício
em 12/03/2008 17:05
FRANCISCO BRENNAND (1)
Principais Obras
Tapetes
Pássaro Dourado – Particular (Recife)
Besouro Azul – Particular (Recife)
Pombo – Particular (Recife)
Tatu – Particular (Recife)
Lagarta – Particular (Recife)
Grande Fruto – Particular (Recife)
Mulheres e Frutos – Ramon Conde (Rio)
Tapete São João – Ricardo Brennand (Recife)
Jarro Com Flores – Particular (Recife)
Gênese – Dr. Arnaldo Nolasco (Recife)
Pinturas a óleo
1947 – 1ª Visão da Terra Santa – Museu do Estado de Pernambuco
1948 – Auto-retrato como Cardeal Inquisidor – Ricardo Brennand (Recife)
1948 – Frade em Oração – Museu do Estado de Pernambuco (Recife)
1958 – Paisagem com Vaqueiros – Particular (Recife)
1968 – Natureza Morta – Dr. Itamar Roberto de Mello Tavares (Rio)
1968 – Pássaro – Dr. Gustavo Affonso Capanema (Rio)
1969 – Tartaruga –
1968 – O Rio Sagrado – Adolpho Bloch (Manchete)
1971 – Serpente – Ricardo Brennand (Rio Amazonas)
1971 – Nascimento do Tucano – Ricardo Brennand
1971 – Fúria (série amazônica) – Ricardo Brennand
1969 – O Pássaro Azul – Cia. Seguros Sul América (Recife)
1967 – Café da Manhã – José Scarano (SP)
1969 – A Mãe do Santo – Adolpho Bloch (Manchete)
1969 – Carangueijo – Cláudio Araújo (Rio)
1966 – A Coluna Barroca – Do Artista (Rio)
1966 – São Sebastião – Dr. Sérgio Guerra (Recife)
1973 – São Francisco (O Estigma) – Carlos Ranulpho (Recife)
1961 – São Francisco de Assis – Museu de Arte Moderna (Bahia)
1965 – O Tigre – Particular (Recife)
1975 – Floral – Dr. Sérgio Guerra (Recife)
Murais Cerâmicos
- Anchieta – Ginásio Itanhaém (SP)
- Batalha de Guararapes – Banco Bandeirantes do Comércio S.A. (Recife)
- Deusa da Floresta – Associação dos Servidores do Estado de Pernambuco
- Eça de Queirós – Edifício Eça de Queirós (Recife)
- Homenagem a D. Pedro I e D. Pedro IV – Edifício D. Pedro I (Recife)
- Grande Floral – Ed. Sede Banco do Brasil S.A. (Recife)
- Luiz de Camões – Ed. Luiz de Camões (Recife)
- Cana de Açúcar – Museu do Açúcar (Recife)
- O Rio – Compesa
- Pastoral – Aeroporto Internacional dos Guararapes (Recife)
Muito antes de se falar na Transamazônica, ele já havia pintado uma série de 12 grandes telas a óleo, em dimensão mural, que denominou “Série Amazônica”.
Nordestino, nascido no Engenho São João da Várzea, Francisco Brennand não se considera um pintor regional: “Vejo um só Brasil e acho que a Amazônia nos dá uma visão enormemente ampliada da chamada Zona da Mata Nordestina”. Para ele, a pintura moderna já tem suas “cartas de nobreza”, já percorreu todos os caminhos. O que existe hoje é uma espécie de Classicismo do Moderno, onde se sente integrado.
Frutos e Flores
Sua insistência sobre temas onde aparecem frutos e flores, caules e sementes, englobando o mundo vegetal, entremeado de animais e insetos (às vezes muito parecidos com os vegetais sobre os quais pousam), vem da grande liberdade de expressão que encontrou neste caminho.
“Ninguém se preocupa com o alongamento da asa de uma mariposa, com a enormidade da cauda de uma onça e isso me deixa livre para deformá-los à vontade, reinterpretando essas formas de acordo com os meus meios usuais de expressão”.
A preferência pelos murais é que levou o artista, dedicado à pintura desde os 15 anos de idade, a partir para a cerâmica, como suporte principal de seus trabalhos.
Ele não vê nenhuma distinção para o pintor, entre o manejar seus pincéis sobre uma superfície de tela, papel, madeira ou cerâmica.
Tapeçaria / Cerâmica / Pintura foram praticamente uma unidade na arte de Brennand que tem se apaixonado ultimamente pelas serigrafias: “pela simplicidade de seus meios e estando ao alcance de todas as classes, a serigrafia é uma maneira válida de levar a nossa arte aos lugares que provavelmente ela jamais atingiria em sua forma original”.
A procura dos trabalhos do autor é sistemática, há cerca de 20 anos, e, atualmente, com possibilidades de exportação. (...)
Fonte: Gente Nossa, por Anamelia Dantas Maciel, Livraria São José, Rio de Janeiro, 1975
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