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FRANCISCO CARVALHO (1)
Francisco de Oliveira Carvalho nasceu na cidade de Russas, interior do Ceará, em 11 de junho de 1927.

Filho de Clicério Leite de Carvalho e de Maria Helena de Carvalho.

Estudou no Ateneu São Bernardo de sua cidade natal, onde fez o curso ginasial.

Em 1946, transferiu-se definitivamente para Fortaleza, passando a trabalhar no comércio.

Mais tarde ingressou como funcionário na Universidade Federal do Ceará para ser assessor da Reitoria e hoje é Secretário do Conselho Universitário da UFC.

Durante muito tempo foi colaborador do Suplemento Literário do jornal O Estado de Minas.

Francisco Carvalho é membro da União Brasileira de Escritores e ocupa, desde 26 de abril de 1996, como membro efetivo, a cadeira de n 31, da Academia Cearense de Letras, que teve como antecessor o escritor Cláudio Martins e cujo patrono é o escritor e filósofo Farias Brito.

Dentre outros prêmios literários que conquistou em sua carreira, vale ressaltar que em 1983 Francisco Carvalho recebeu o Prêmio Nestlé de Literatura, na categoria de poesia, com seu livro Quadrante Solar.

TRAJETÓRIA LITERÁRIA

“Aos quinze anos, escrevi um folheto de cordel sobre a seca no Ceará, publicado numa tipografia de Russas. Felizmente ou infelizmente, essa primeira manifestação de poeta bisonho perdeu-se no tempo e no espaço. Em 1946, aos dezenove anos, transferi-me definitivamente para Fortaleza, onde publiquei os meus primeiros poemas por volta de 1950. Paguei pesado tributo à imaturidade. Não escapei à tentação dos desastrados sonetos da juventude, que ainda me fazem corar de vergonha quando eventualmente os encontro em algum lugar do passado”.

Apesar da modéstia flagrante, contida neste depoimento, o simples fato de enumerarmos sua produção literária já é o suficiente para aniquilar com sua humildade, pois o poeta se constitui, hoje, numa das vozes mais expressivas de nossa literatura.

Francisco Carvalho é donatário de vasta obra, a principiar por Cristal da Memória, sua primeira experiência modernista, datada de 1955, rescenseando-se a seguir pela ordem Canção Atrás de Esfinge (1956), Do Girassol e da Nuvem (1960), O Tempo e os Amantes (1966), Dimensão das Coisas (1967), Memorial de Orfeu (1969), Os Mortos Azuis (1971), Pastoral dos Dias Maduros (1977), As Verdes Léguas (1979), Rosa dos Ventos (1982), Quadrante Solar (1983), As Visões do Corpo (1984), Barca dos Sentidos (1989), Rosa Geométrica (1990), Exercícios de Literatura (1990), O Tecedor e sua Trama (1992), Crônica das Raízes (1992), Flauta de Barro (1992), Galope de Pégaso (1994), Sonata dos Punhais (1994), Artefatos de Areia (1995), Textos e Contextos (1995), Rosa dos Minutos (1996), Raízes da Voz (1996), Os Exílios do Homem (1997) e Girassóis de Barro, publicado também em 1997 em comemoração aos setenta anos do poeta.

Por Ana Vládia Mourão - Professora de Literatura Brasileira da Universidade Estadual do Ceará. Graduada em Direito (UNIFOR) e em Letras (UFC). Mestra em Literatura Brasileira pela Universidade Federal do Ceará. É a autora de "Três Dimensões da Poética de Francisco Carvalho".