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Postado por Ivan Maurício em 26/05/2007 17:30

FREI DAMIÃO (1)
UMA VIDA A SERVIÇO DE DEUS

Muitos dos seus seguidores desconhecem, mas Frei Damião foi batizado com o nome de Pio Giannotti. Ele nasceu na cidade de Bozzana, no norte da Itália, no dia 5 de novembro de 1898.

Filho dos camponeses Félix Giannotti e Maria Giannotti, começou a estudar religião aos 12 anos de idade, na Escola Seráfica de Camigliano, e em maio de 1914 ingressou na Ordem dos Capuchinhos.

Aos 19 anos, teve que abandonar temporariamente os estudos religiosos para servir ao Exército italiano. Frei Damião foi soldado por mais de três meses e, durante a Primeira Guerra Mundial, ficou acampado em Zara, zona disputada pela Iugoslávia e pela Itália.

Ao deixar o Exército, voltou a se dedicar à religião. No dia 25 de agosto de 1923, foi, finalmente, ordenado sacerdote, na Igreja de São Lourenço de Brindsi, em Roma.

Dois anos depois, Frei Damião diplomou-se em Teologia Dogmática, Filosofia e Direito Canônico, pela Universidade Gregoriana de Roma. Foi vice-mestre de noviços do Convento de Vila Basílica e, em 1928, professor e diretor do Convento de Massa.

Foi em 1931 que ele decidiu deixar a Itália e veio diretamente para o Convento dos Capuchinhos, no Recife. Desde a chegada ao Brasil, Frei Damião se ocupou em pregar missões pelo interior do Nordeste, arrastando multidões para ouvir sua palavra. O discurso era conservador, repleto de ameaças do fogo do inferno para os pecadores, o que lhe rendeu vários atritos com representantes da chamada Igreja Progressista.

Por sua grande popularidade, sobretudo entre as pessoas mais humildes da população nordestina, Frei Damião sempre foi muito cortejado por políticos da região, tendo recebido títulos de cidadão honorário em dezenas de cidades do Nordeste.

No entanto, jamais se envolveu em política partidária. Ao longo das décadas, no Nordeste, a popularidade e a fama de milagrero cresceram tanto que Frei Damião acabou ganhou status informal de santo, algo não reconhecido pela Igreja Católica.

Ele morreu no Recife, no dia 31 de maio de 1997, depois de passar 25 dias internado no Hospital Português, com graves problemas de insuficiência respiratória. Seu corpo foi embalsamado e velado durante três dias na Basílica da Penha e no Estádio do Arruda.

Ao seu sepultamento no Convento dos Capuchinhos, no bairro do Pina, compareceram milhares de fiéis e várias autoridades, entre as quais o então vice-presidente da República, Marco Maciel, o então governador Miguel Arraes e o ex-presidente da República Fernando Collor de Melo.

http://www.especiais.com.br/freidamiao/reportagens.asp?newsId=3