GENIVAL MACEDO (1)
Compositor Genival Macedo morre aos 87 anos no Recife
Publicado em 18.06.2008, às 18h03
Do JC OnLine
Com informações do Caderno C
Vítima de uma parada cardíaca, o compositor paraibano Genival Macedo, 87 anos, faleceu na madrugada desta quarta-feira (18/6/2008), no Hospital Alfa, em Boa Viagem. Famoso por compor sucessos como A mulher do Aníbal, gravada por Jackson do Pandeiro e também por Chico Buarque em dueto com Zeca Pagodinho, Genival, que tinha moradia fixa no Recife, vinha com problema sérios de saúde há cinco meses. O sepultamento ocorreu no cemitério Morada da Paz, em Paulista.
Nascido em João Pessoa, em 29 de março de 1921, Genival Macedo trabalhou na Rádio Tabajara, foi contemporâneo de Jackson do Pandeiro, do maestro Severino Araújo, Rosil Cavalcanti, do maestro Moacir Santos. Sua Sublime torrão foi oficializada como hino da Paraíba. Outro sucesso de Genival é a composição Micróbio do frevo, lançada por Jackson do Pandeiro, e mais tarde regravada por, entre outros, Silvério Pessoa e Gilberto Gil.
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Em 1947 teve sua primeira composição gravada, o samba "Diana", em parceria com Jorge Tavares pelo conjunto vocal Quatro Ases e Um Coringa. Teve composições gravadas, entre outros, por Jackson do Pandeiro, Carmélia Alves, Expedito Baracho, Os Cancioneiros e Gilberto Fernandes.
Em 1951, Carioca e sua Orquestra gravou o frevo "Vou ficar em Pernambuco" e Onésimo de Almeida a canção "Náufrago do amor", parceria com Popeye do Pandeiro. Em 1953 o cantor pernambucano Claudionor Germano gravou pela Copacabana o frevo canção "História de pierrô", de sua parceria com Hilário Marcelino. Em 1954 compôs com Nestor de Paula o coco "A mulher do Aníbal", grande sucesso na voz de Jackson do Pandeiro. No mesmo ano, Gilberto Fernandes gravou o samba "Garota do balcão" e o bolero "Amargura", ambos de parceria com Ari Monteiro. Em 1955, Os Cancioneiros gravaram a guarânia "Saudade", parceria com Inaldo Vilarim e Jackson do Pandeiro o frevo "Micróbio no frevo". No mesmo ano Os Cancioneiros gravaram a toada "Velho Ceará".
Em 1956, Carmélia Alves, a Rainha do Baião, gravou o frevo "Saudades de Pernambuco", parceria com Rosa de Oliveira e Claudionor Germano, o samba "Agora é tarde". Em 1957 teve outro sucesso na voz de Jackson do Pandeiro, o rojão "O crime não compensa", parceria com Eleno Clemente. Em 1958, Expedito Baracho gravou o frevo-canção "Casado não pode". Em 1959 compôs com Dozinho o baião "Menino de pobre", gravado por Os Cancioneiros.
A mulher do Aníbal (c/ Nestor de Paula) • Agora é tarde • Amargura (c/ Ari Monteiro) • Casado não pode • Cigana mentirosa • Diana (c/ Jorge Tavares) • Encha meu copo • Garota do balcão (c/ Ari Monteiro) • História de pierrô (c/ Hilário Marcelino) • Menino de pobre (c/ Dozinho) • Micróbio no frevo • Não quero bolero (c/ Inaldo Vilarim) • Náufrago do amor (c/ Popeye de Almeida) • O crime não compensa (c/ Eleno Clemente) • Quem se molha na Lapa (c/ Hamilton Sbarra) • Romance proibido (c/ Erasmo Silva) • Saudade (c/ Inaldo Vilarim) • Saudades de Pernambuco (c/ Rosa de Oliveira) • Sentença (c/ Abraão Songo) • Velho Ceará • Vou ficar em Pernambuco.
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tabela=T_FORM_A&nome=Genival+Macedo