| |
Postado
por Ivan Maurício
em 12/03/2008 10:41
GETÚLIO CAVALCANTI (1)
Semira Adler Vainsencher
semiraadler@gmail.com
Pesquisadora da Fundação Joaquim Nabuco
Segundo filho de Aluísio Holanda Cavalcanti e Marina Matias de Souza, Getúlio de Souza Cavalcanti nasceu na cidade de Camutanga, na Zona da Mata Norte, Estado de Pernambuco, no dia 10 de fevereiro de 1942. Antes dele, nasceriam Darcy (a primogênita) e, posteriormente, Aluísio Júnior. Em sua cidade natal, cursou as primeiras quatro séries do ensino fundamental nas escolas Típica Rural e Manoel Guedes, sendo transferido, depois, para o Ginásio Timbaubense, onde permaneceu interno para poder concluir o curso ginasial. Em 1957, ele veio morar no Recife, onde cursou o ensino médio no então Colégio Padre Félix, no bairro da Boa Vista.
Ainda adolescente, Getúlio participaria de muitas serenatas e serestas sob o luar de Camutanga, que marcaram substancialmente toda a sua obra poético-musical. Ao iniciar as suas atividades laborais no Recife, o compositor ajudaria o pai em seu estabelecimento comercial e, depois, exerceria a função de encarregado de depósito no Diario de Pernambuco.
Em 1966, Getúlio casa com Rosileide Loyo (carinhosamente chamada de Rose) e, dessa união, nascem Hélio (em 1967), Ângelo (em 1969), Alessandra (em 1971) e Cassius (em 1974). Em 1970, o compositor conclui o curso de Administração de Empresas, na Universidade Federal de Pernambuco, mas nunca se preocupou em receber o diploma.
Compor, cantar e interpretar músicas representa um hobby que Getúlio possui desde a adolescência. Porém, como artista propriamente dito, iniciou no ano de 1962, cantando na extinta Rádio Clube de Pernambuco. Nesse mesmo ano, ele criaria o frevo-canção Você gostou de mim, que a fábrica Rozemblit gravou em forma de LP, no mesmo ano. Vale salientar, também, que o talentoso compositor trabalhou durante 18 anos na International Business Machine (IBM), empresa da qual se aposentou; e que, há 11 anos, se tornou um empresário no ramo da informática.
De 1962 em diante, Getúlio compôs e gravou muitas músicas de grande sucesso, a exemplo de: O bom Sebastião (frevo-de-bloco, 1975); Antônio Maria (frevo-de-bloco, 1976); Clube do limão (frevo-canção, 1977); Boi castanho (frevo-de-bloco, 1978); Sete anos de saudade (frevo-de-bloco, 1979); Recado a Capiba (frevo-canção, 1980); Último regresso (frevo-de-bloco, 1981); Cantigas de roda (frevo-de-bloco, 1982); Freviocando (frevo-canção, 1983); O frevo tá na praça (frevo-canção, 1984); Tributo a Faustino (frevo-de-bloco, 1985); Chora batutas (frevo-de-bloco, 1986); Um amor a mais (frevo-de-bloco, 1987); Agonia de um bloco (frevo-de-bloco, 1988); No pequeno olhar e Tributo a Bajado (frevos-de-bloco, 1990); Escuta boêmio e Cadê o apito (frevos-de-bloco, 1991); Sai pra lá baiano (frevo-canção, 1992); Relembrando Moysés (frevo-de-bloco, 1993); Cheirando a motel (frevo-canção, 1994); Revendo Olinda (frevo-de-bloco, 1995); Maré me leva (frevo-canção, 1995); Depois de banhistas (frevo-de-bloco, 1996); Bloco das Flores (frevo-de-bloco), Madrigal (frevo-de-bloco); Ilusão fatal (frevo-de-bloco); Urso safado (frevo-canção); Segurando o talo (samba-canção); Cinco anos de ilusões (frevo-de-bloco); Blocos da minha vida (frevo-de-bloco); Aurora dos carnavais (frevo-de-bloco); Estrela guia (frevo-de-bloco); Perseguidor (frevo-de-bloco); De volta ao Chantecler (frevo-canção); Velho coração (frevo-de-bloco), e outros.
Ele compôs ainda em outros gêneros musicais, tais como baiões, baladas, marchas-rancho, sambas, maracatus, sambas-canção, toadas, rocks e boleros. Suas composições são as seguintes: Estranho amor, Meu pé de macarrão, Violação, Badia, Ave Maria nordestina, O mensageiro, É tarde, Estrada de verdade, Cantiga de quem vive só, Por amor ao Recife, Hoje tem galo, O frevo ta na praça, (...)
|