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GILVAN SAMICO (1)
(Recife, PE 1928)

Gravador e professor. Iniciando-se autodidaticamente como pintor, participou desde os primeiros tempos do Atelie Coletivo da Sociedade de Arte Moderna do Recife, fundado em 195. Cinco anos mais tarde fez aprendizado de xilogravura com Lívio Abramo na Escola Artesanato do Museu de Arte Moderna de São Paulo, transferindo-se logo em seguida para o Rio de Janeiro, onde deu sequência aos ultimos estudos com Osvaldo Goeldi. Passou a dedicar-se desde então exclusivamente a xilografia.

Em 1957, 58 e 60 obteve os prêmios no setor de gravura do SPMEP. Fez parte ainda do VII ao XVII SNAM (de 1958 a 68, recebeu premio de acquisicao em 1960, certificado de isenção de júri em 1961 e prêmios de viagem ao país em 1962, e de viagem ao estrangeiro em 1968). Participou da V Bienal de Tóquio (1959), Bienal de Arte Litúrgica (Trieste, 1959), I e II bienais de Paris (1959 e 1961), I e II panorâmicas de Artes Plásticas de Pernambuco (Recife, 1959 e 1962), VI, VII e IX BSP (entre 1961 e 1967), XXXI Bienal de Veneza (1962 recebeu prêmio de arte liturgica), I Bienal Americana de Gravura (Santiago do Chile, 1963) e II SAMDF (1965), bem como das mostras Civilização do Nordeste (Museu de Arte Popular da Bahia 1963), Arte Atual da América e da Espanha (cidades da Europa, 1963) e Oficina Pernambucana (Museu de Arte Contemporânea da Universidade de Sâo Paulo, 1967).

Realizou exposições individuais nas galerias Lemac (Recife, 1960) e do Teatro Popular do Nordeste (Recife, 1966), na Petite Galerie (1965) e na Universidade Federal da Paraiba. Retornando a Pernambuco em 1965, fixou-se na cidade de Olinda, passando a lecionar xilogravura no setor de artes plásticas da citada Universidade Federal da Paraiba.

Referindo-se a seus trabalhos, disse Ferreira Gullar: “ acordam em nos uma emoção atual e arcaica. Aflora, nelas e em nós, um significado antigo, que vem não apenas dos temas religiosos, como da matriz popular em que bebe sua linguagem formal, sua icnografia”. E Flávio de Aquino comentou: “As relações entre a arte de Samico e a realidade brasileira são fáceis de perceber. E o Nordeste que o inspira, o Nordeste visto através das gravuras que ilustramos cancioneiros populares, acrescido de expressão erudita e do fantástico, de uma imaginação poderosa e morbida que mescal caboclos, santos, monstrous, diabos e estranhas aves de rapina”. José Roberto Teixeira Leite analisou sua obra em A Gravura Brasileira Contemporânea (1965). Foi incluido em um dos álbums de gravadores brasileiros organizados por Orlando da Silva.

http://www.masterarte.com/br/artista_bio.php?artist_id=22