Postado
por
Ivan Maurício
em 30/03/2008 10:46
GLAUBER ROCHA (1)
1939: No dia 14 de março, em Vitória da Conquista, interior da Bahia, nasce Glauber de Andrade Rocha, primeiro filho de Adamastor Bráulio Silva Rocha e Lúcia Mendes de Andrade Rocha. - 1946: Alfabetizado pela mãe, entra para a escola, aos sete anos. - 1947: Acompanha o pai, engenheiro de estradas de rodagem, nas viagens pelo sertão da Bahia. - 1948: A família muda para Salvador. O pai sofre um acidente que deixa graves seqüelas, a mãe, aos 29 anos, assume a família. - 1949: Recebe educação religiosa em colégio presbiteriano de Salvador. - 1952: Participa, como crítico de cinema, do programa de rádio Cinema em Close-Up. Morre de leucemia a irmã Ana Marcelina. - 1953: Diz que será escritor. Lê Jorge Amado, Érico Veríssimo, clássicos da literatura juvenil, filosofia (Nietzsche e Schopenhauer). Vai ao cinema e lê histórias em quadrinhos. - 1954: Freqüenta o Clube de Cinema do crítico Walter da Silveira. - 1955: Dirige no colégio encenações combinando poesia e teatro. - 1956: Funda a produtora de cinema Yemanjá. - 1957: Filma O Pátio, primeiro curta-metragem influenciado pelo concretismo. - 1958: Trabalha como repórter de polícia e passa a escrever sobre cinema e cultura em jornais de Salvador. - 1959: Viaja para São Paulo e Rio e conhece cineastas, intelectuais e os futuros parceiros do Cinema Novo. Casa-se em Salvador com a atriz de Pátio, Helena Ignez. Filma o curta-metragem inacabado Cruz na Praça. - 1960: Nasce a primeira filha, Paloma Rocha. Assume a direção de Barravento, primeiro longa-metragem. - 1961: Separa-se de Helena Ignez - 1962: Primeira viagem a Europa. Conhece Praga, Roma, Paris, Lisboa. Barravento é premiado em Karlovy Vary. - 1963: Publica Revisão Crítica do Cinema Brasileiro. O Cinema Novo ganha visibilidade internacional. - 1964: Acontece o Golpe Militar durante viagem ao Festival de Cannes para exibir Deus e o Diabo na Terra do Sol , seu filme-revelação. - 1965: Lança o manifesto A Estética da Fome com as bases estéticas e políticas do Cinema Novo. É preso num protesto contra o regime militar no Rio de Janeiro. Viaja para o Amazonas e filma o curta-metragem Amazonas Amazonas.. - 1966: Filma o curta Maranhão 66. - 1967: Realiza o longa-metragem Terra em Transe, apresentado no Festival de Cannes. O filme é proibido no Brasil e se torna o manifesto de uma geração. Escreve os textos: A Revolução é uma Eztetyka; Teoria e Prática do Cinema Latino-Americano; Revolução Cinematográfica e Tricontinental. - 1968: Fala em sair definitivamente do Brasil. - 1969: Viagem à Europa para exibir O Dragão da Maldade Contra o Santo Guerreiro no Festival de Cannes 69 que lhe daria o prêmio de melhor diretor. Viaja para África, para filmar O Leão de 7 Cabeças. - 1970: Viaja para a Catalunha onde filma Cabezas Cortadas. Volta ao Brasil e passa a escrever para o semanário O Pasquim. - 1971: Inicia um exílio que duraria 5 anos, viaja pela América Latina, EUA, Europa. Vai para Cuba. - 1972: Trabalha em Cuba no projeto História do Brasil, um filme de montagem e vive com a jornalista Tereza Sopeña. Monta o filme Câncer, filmado em 68 . - 1974: Polemiza ao declarar que o general Golbery do Couto e Silva, militar nacionalista, é um dos "gênios da raça". Se apaixona pela atriz francesa Juliet Berto e viaja com ela para o Egito. Em Roma, conclui História do Brasil. - 1976: Viaja para Moscou e visita o acervo do cineasta Sergei Eisenstein. Volta ao Brasil. Filma o velório do pintor Di Cavalcanti, sob protesto da família. O filme está proibido até hoje. - 1977: Morte trágica da irmã Anecy Rocha, incorpora o fato no romance Riverão Sussuarana. (...) 1981: Se define como "sebastianista" e apocalíptico. Vive em Sintra - "um belo lugar pra morrer" - quando adoece de uma "pericardite viral". Volta ao Brasil em estado grave. Morre no dia 22 de agosto e é velado no Parque Lage, cenário de Terra em Transe, em meio a grande comoção e exaltação.
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