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Postado
por Ivan Maurício
em 26/09/2007 17:44
JACKSON DO PANDEIRO (1)
Jackson do Pandeiro - Um rei na história do ritmo brasileiro
Por Ana Paula Amorim
Lá se vão 25 anos desde a morte do cantor Jackson do Pandeiro. Sua contribuição musical, contudo, continua servindo como referencial para artistas, simpatizantes e estudiosos da música popular nordestina e brasileira.
Jackson era dono de voz e ritmo inconfundíveis. O Nordeste foi sua razão e sua inspiração e a vida de luta do homem nordestino, a matéria-prima da sua obra.
Considerado rei do ritmo, ele nasceu em Alagoa Grande, cidade localizada no interior da Paraíba. Desde cedo já demonstrava o talento musical que o transformou em um dos maiores cantores do Brasil. Começou tocando zabumba, para acompanhar a mãe que era folclorista, mas era com o pandeiro que ele fazia sucesso.
Sua trajetória rumo ao sucesso passa ainda pelas cidades de Campina Grande, João Pessoa e Recife. O poeta embalou o cotidiano de toda uma geração que cresceu ouvindo a rádio Jornal do Comércio de Recife, na década de 50. Canções de compositores como o poeta Rosil Cavalcanti, entre outros, tiveram, na voz do cantor, sua mais célebre e imortal interpretação.
O artista passou por cinco gravadoras durante 54 anos de carreira artística e grandes sucessos foram imortalizados na sua voz tais como: Meu enxoval, 17 na corrente, Coco do Norte, O velho gagá, Vou ter um troço, Sebastiana, O canto da Ema e Chiclete com Banana.
O poeta cantador era considerado artista completo pela versatilidade com que interpretava diversos ritmos brasileiros, desde marchas de carnaval, samba, emboladas, cocos nordestinos, rojão até o baião.
Renomados artistas da Música Popular Brasileira gravaram suas músicas, entre eles cantores como Alceu Valença, Gilberto Gil, Gal Costa, Lenine, João Bosco, Paralamas do Sucesso, Geraldo Azevedo, Genival Lacerda, Zé Ramalho, Tom Zé, Dominguinhos, Chico César, Leila Pinheiro e Chico Buarque, entre outros.
Jackson além de tudo também dançava. Possuía uma ginga especial, uma mistura de malandro carioca com nordestino. Certa vez ele assim se auto definiu “Eu não queria ser quinto ou quarto baterista, - por causa do suingue, um fox meio ligeiro que tinha antigamente - eu deixei de tocar bateria. Eu queria ser um baterista que todo mundo admirasse. Toda vida gostei de ser assim. Não gostava de ser o último lugar. Eu gostava de ser de segundo pra primeiro, e tal. Então era um baterista que só gostava de tocar a nossa música. Então abandonei e fui treinar um pouquinho de pandeiro. E sempre cantando. Cantando samba, cantando marcha de arrasta-pé, cantando coco, essa coisa toda”.
Em 10 de julho de 1982, na cidade de Brasília, o cantor faleceu de embolia cerebral.
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