Postado
por
Ivan Maurício
em 26/03/2008 20:01
JOSÉ AMERICO DE ALMEIDA (2)
José Américo de Almeida nasceu em Areia - PB, a 10 de janeiro de 1887. Destacou-se na Literatura Brasileira como autor de A bagaceira (1928), obra-prima do romance regionalista moderno, hoje com trinta e duas edições em língua portuguesa, edição crítica e versões em espanhol, francês, inglês e esperanto. Sua obra, com dezessete títulos, abriga ainda ensaios, oratória, crônica, memórias e poesia.
Esse ilustre paraibano desempenhou também relevante papel na política nacional, a partir da Revolução de 1930, tendo ocupado importantes cargos nas esferas estadual e nacional. Entre outros, foi deputado, senador, ministro e governador do Estado da Paraíba. Em 1958, recolheu-se em retiro voluntário, tornando-se conhecido como o Solitário de Tambaú. Afastado dos cargos públicos, dedicou-se à construção dos livros de memórias onde colocou, para posteridade, a visão de um homem de ação e de grande sensibilidade. E, em plena maturidade revelou-se poeta.
Após sua morte, em 10 de março de 1980, a casa, onde passara os últimos vinte e dois anos de sua existência, foi transformada em Fundação, para dar continuidade ao seu nome já projetado, nos diversos quadrantes do país como intelectual, participante das Academias Paraibana e Brasileira de Letras e pelas grandes iniciativas, entre elas a criação da Universidade da Paraíba, em 1956, que tornou-se UFPB, após a federalização.
Situada nas proximidades do ponto mais oriental das Américas, a Fundação Casa de José Américo constitui-se num importante órgão cultural. Criada a partir da Lei nº 4.195 de 10 de janeiro de 1981, e reconhecida como de utilidade pública, pelo decreto federal nº 93.712, de 15 de dezembro de 1986.
A casa, transformada em museu, guarda as mesmas características de quando José Américo nela residia, inclusive o jardim e as árvores frutíferas, por ele plantadas.
Como decorrência das atividades da FCJA, foi construído, em 1982, atrás do museu, um edifício para abrigar a parte administrativa, auditório e sala de exposições. Por trás desse prédio, foi erigido um sóbrio memorial que guarda os restos mortais do Ministro José Américo e de sua esposa, Anna Alice Mello de Almeida, a partir de 1983.
Junto ao memorial, construiu-se, ainda, o Arquivo dos Governadores da Paraíba, para abrigar os documentos de José Américo, de outros governadores e de várias personalidades.
http://www.pbnet.com.br/zaitek/fcja/inicio.htm