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Postado
por Ivan Maurício
em 04/03/2008 09:42
JOSÉ COSTA LEITE (1)
José Costa Leite concede entrevista ao jornalista William Costa.
JOSÉ COSTA LEITE
Lúcia Gaspar
Bibliotecária da Fundação Joaquim Nabuco
Considerado um dos nomes mais conhecidos da literatura de cordel do Nordeste brasileiro, José Costa Leite nasceu em Sapé, no estado da Paraíba, no dia 27 de julho de 1927.
Mora, há bastante tempo, em Condado, município da Zona da Mata de Pernambuco.
É um dos mais importantes e conceituados xilógrafos ou gravuristas do Brasil, dono de uma técnica apurada e de estilo muito pessoal.
Utilizando a sua quicé ou caxirenguengue (uma faca velha, imprestável e/ou sem cabo) na madeira do cajá – árvore da família das Anacardiáceas (Spondias lútea L), de textura mole, fácil de ser trabalhada e abundante na região nordestina - cria inúmeras xilogravuras, que ilustram as capas dos seus folhetos.
O antigo Instituto do Açúcar e do Álcool publicou, em 1972, um álbum com 21 xilogravuras de sua autoria, coletadas pelo folclorista Evandro Rabello, alusivas aos mais variados meios de transporte usados na zona canavieira do Nordeste, no passado e no presente: o carro de boi, a charrete, o caminhão, o trem, o cabriolé (espécie de carruagem) que antigamente conduzia a família do senhor de engenho, a rede, o cavalo, o trator.
José Costa Leite começou a escrever poesia popular aos 20 anos, possuindo atualmente mais de 500 folhetos. Sua arte, além de ter sido exposta em diversos estados brasileiros, é também conhecida internacionalmente, através de exposições realizadas em Nova Iorque, nos Estados Unidos e em Santiago, no Chile.
Em dezembro de 2006, José Costa Leite recebeu o título de Patrimônio Vivo de Pernambuco, junto com o Clube de Alegoria e Crítica O Homem da Meia-Noite e a artista circense Índia Morena (Margarida Pereira de Alcântara).
A Biblioteca Central Blanche Knopf, da Fundação Joaquim Nabuco, possui no seu acervo uma grande coleção de folhetos de sua autoria.
A seguir uma relação alfabética de alguns de seus folhetos de cordel:
. ABC do cachaceiro
. Bandeira sempre ao alto, presença de Pernambuco
. Beijo de mulher bonita e carinho de mulher feia
. A Boa vida do rico e a triste vida do pobre
. O Boi do pé da cajarana
. O Boiadeiro do sertão e a filha do fazendeiro
. A briga de A. Silvino com Lampião no inferno
. A carta misteriosa do Padre Cícero Romão
. O casamento de Camões com a filha do rei
. O conselho da mocidade
. Os dez Mandamentos, o Pai Nosso e o credo dos cachaceiros
. O Diabo e o camponês
. O dicionário do amor
. Discussão de um fiscal com um matuto
. Discussão de Rodolfo Cavalcante com José Costa Leite
. O encontro de Lampião com a negra dum peito só
. A filha que matou o pai por causa de uma pitomba
. O Frei Damião sonhou com o Padre Cícero Romão
. A herança da minha avó (ou o cavalo para gatão)
. História de três amigos ou o poder do dinheiro
. O homem que enricou porque plantava algodão
. Homem que foi se enforcar – com medo da carestia
. Jorge e Luizinha
. Josimar e Anita ou o galo de ouro
. Lampião fazendo o diabo chocar um ovo
. O lubisomem da Paraíba
. O matador de onças
. A mensagem de Jesus ou o Sermão da Montanha (...)
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