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Postado por Ivan Maurício em 18/03/2008 18:20

LUÍS JARDIM (1)
Auto-retrato.

LUÍS INÁCIO DE MIRANDA JARDIM

Nasceu na cidade de Garanhuns, estado de Pernambuco, a 8 de dezembro de 1901.

Filho do Professor Manuel Antônio de Azevedo Jardim e Angélica Aurora de Miranda Jardim.

Cursou escola primária particular, até mais ou menos onze anos de idade, e nela fez apenas o primeiro grau.

Doença e outras ocorrências lhe interromperam para sempre o aprendizado normal.

Em 1918 mudou-se para o Recife. Aí se empregou no comércio. Lê os livros que lhe caem às mãos.

Desenhista por vocação, embora raramente desenhasse, era caixeiro que vivia em rodas de intelectuais e artistas.

Admirando escritores e jornalistas, tornou-se amigo de Osório Borba e Joaquim Cardozo, o poeta bissexto, e ambos tiveram grande influência nos pendores artísticos de Luís Jardim.

Mais tarde, em 1928 ou 1929, quando conheceu o escritor Gilberto Freyre, então diretor de A Província, escreveu a pedido deste o seu primeiro artigo, tentativa de apreciação de pintura, publicado nesse jornal.

Antes havia escrito uma pequena nota, assinada, para o periódico que ajudou a fundar em companhia de Manuel Lubambo – Frei Caneca – jornalzinho que se dizia separatista e distributista.

Em 1936 é convidado pela Sociedade Felipe d’Oliveira a vir fazer uma exposição de aquarelas no Rio de Janeiro, onde passou a residir.

Em 1937 lhe são conferidos o primeiro e o segundo prêmios no Concurso de Literatura Infantil do Ministério da Educação, com O boi aruá e O tatu e o macaco (livro de estampas).

Traduziu a peça teatral A morte do caixeiro viajante, de Arthur Miller, que foi representada pela Companhia Jaime Costa.

Luís Jardim teve os seguintes livros publicados: Maria Perigosa (contos). Prêmio Humberto de Campos, Rio de Janeiro, Livraria José Olympio Editora, 1938. – O boi aruá. Prêmio de Literatura Infantil do Ministério da Educação. Ilustrações do autor. Rio de Janeiro, Alba Editora, 1940. – O tatu e o macaco, 2º Prêmio de Livros de Estampas do Ministério da Educação, Rio de Janeiro, Edição do MEC, 1940. (Tradução em inglês: The armadillo and the monkey, Nova Iorque, Coward-McCann, 1942). – As confissões do meu tio Gonzaga (romance). Rio de Janeiro, Livraria José Olympio Editora, 1949. – Isabel do Sertão (teatro). Prêmio da Academia Brasileira de Letras. Rio de Janeiro, Livraria José Olympio, 1959. – Proezas do menino Jesus. Prêmio da Academia Brasileira de Letras. Ilustrações do autor. Rio de Janeiro, Livraria José Olympio Editora, 1968. – Aventuras do menino Chico de Assis (inspirado na vida de São Francisco de Assis). Ilustrações do autor. Rio de Janeiro / Brasília, Livraria José Olympio Editora / INL-MEC, 1971. – Meu pequeno mundo (memórias). Rio de Janeiro, Livraria José Olympio Editora, 1977. – Façanhas do cavalo Voador. Ilustrações do autor. Rio de Janeiro, Livraria José Olympio Editora / INL-MEC, 1978. – Outras façanhas do cavalo Voador. Ilustrações do autor. Rio de Janeiro / Brasília, Livraria José Olympio Editora / INL-MEC, 1978. – O ajudante de mentiroso (romance). Rio de Janeiro / Brasília, Livraria José Olympio Editora / INL-MEC, 1980. – Seleta. Organização de Paulo Rónai. Notas de Eugênio Gomes. Rio de Janeiro / Brasília, Livraria José Olympio Editora / INL-MEC, 1974.

Colaborou na imprensa do Rio e de Recife e trabalhou como redator em mais de um jornal carioca.

Foi funcionário do Instituto do Açúcar e do Álcool e trabalhou durante 20 anos nesta editora.

Foi casado com D. Alice Alves Jardim.

Luís Jardim faleceu em 1º de janeiro de 1987, sendo enterrado no cemitério de São João Batista.