MARCELO DÉDA (4)
A gestão municipal de Marcelo Déda levantou as bandeiras da participação popular e da inversão de prioridades, que, através de ações articuladas, tornaram-se marcas da sua administração. Para o então prefeito, o grande desafio era implementar um modelo de governo que não esquecesse os mais pobres, desenvolvendo políticas públicas de inclusão social. Era a periferia aos poucos mudando de cara. Era a cidadania acessível a todos, sem que se abandonasse os bairros ditos nobres, conservados com zelo.
Déda também consolida a atuação em defesa dos interesses dos municípios brasileiros, que já havia sido demonstrada enquanto ainda era deputado federal, se alinhando aos prefeitos de todo o Brasil em manifestações que chegaram a ser reprimidas no Palácio do Planalto, pelo governo de então. A atuação destacada leva o então prefeito de Aracaju a assumir o comando da Frente Nacional de Prefeitos (FNP), que redefiniu o poder de interlocução dos municípios junto ao Governo Federal, com reflexos até os dias atuais.
Em 2004, Déda foi reeleito prefeito de Aracaju com 71,38% dos votos válidos, o que lhe garantiu a vitória com ampla vantagem sobre a segunda colocada Susana Azevedo (PPS), que ficou com 18,05% dos votos válidos. A vitória ficou marcada na trajetória política de Déda, o prefeito eleito no primeiro turno com o maior número de votos, proporcionalmente, no país. Os princípios de sua primeira gestão continuaram a direcionar as ações do governo municipal. Em cinco anos e três meses, Marcelo Déda transformou Aracaju na capital nordestina da qualidade de vida, conforme pesquisa da Fundação Getúlio Vargas.
No dia 31 de março de 2006, Déda renunciou ao mandato de prefeito de Aracaju para encarar a disputa pelo governo do Estado. Em vitória histórica, que simbolizou uma mudança no cenário político sergipano, Marcelo Déda é eleito governador do estado de Sergipe com 52, 48% dos votos, ao lado do vice-governador Belivaldo Chagas, também simãodiense. Em sua bagagem política, o atual governador coleciona títulos, mas se orgulha, sobretudo, de ser ator da transformação social, e líder de um grande desafio: construir um novo Sergipe.
"Podemos hoje, sergipanos de um novo tempo e de um novo século assumir o desafio de retirar as pedras do caminho e abrir novas estradas para o progresso, a paz e a prosperidade, usando com a simplicidade dos sábios, os mais singelos dos instrumentos de que o criador nos dotou: 'duas mãos e o sentimento do mundo.'" (Trecho do seu discurso de posse na Assembléia Legislativa, janeiro de 2007).
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