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ALBERTO NEPOMUCENO (3)
Em 1909, enviou um projeto de lei ao Congresso Nacional com o intuito de criar uma Orquestra Sinfônica subvencionada pelo governo. Como diretor do Instituto, recepcionou, junto com Rui Barbosa e Roberto Gomes, o pianista Paderewsky em sua visita ao Brasil. Em 1913 regeu , no Teatro Municipal do Rio de Janeiro, o grande Festival Wagner, tendo como solista o tenor Karl Jorn de Bayreuth.

Responsável pela tradução do Tratado de Harmonia de Schöenberg, Nepomuceno tentou, em 1916, implantá-lo no Instituto, mas encontrou forte oposição do corpo docente. Sentindo crescer as pressões contrárias da academia a seus projetos, pediu demissão no mesmo ano.
Separado de Walborg e com sérias dificuldades financeiras, foi morar com Frederico Nascimento em Santa Teresa. Seu último concerto no Teatro Municipal aconteceu em 1917. Muito doente e enfraquecido, faleceu em 1920 aos 56 anos de idade. Segundo depoimento de seu grande amigo Otávio Bevilacqua, o compositor começou a cantar ao perceber a proximidade da morte


"... cantou noite adentro até o último
suspiro em pleno dia".
(Trevisan, João Silvério. Ana em Veneza. Rio de Janeiro: Record, 1998)

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Fontes Bibliográficas:

BARÃO de Studart Dados Biográficos do maestro Alberto Nepomuceno. s.d, s.ed

ALMEIDA, Zélia de Perfil biográfico do maestro Alberto Nepomuceno. Niterói: 1964 (escrito em 27.02.1920) Editado pela autora.

BÉHAGUE, Gérard The beginnings of musical nationalism in Brazil. Detroit Monographs in Musicology. number 1. Information Coordinators, Inc. Detroit, 1971.

CORRÊA, Sérgio Alvim Alberto Nepomuceno; catálogo geral. Rio de Janeiro: Funarte/Instituto Nacional de Música/Projeto Memória Musical Brasileira. 1985.

http://www.bn.br/fbn/musica/nepo/nepo5.htm