Postado
por
Ivan Maurício
em 04/11/2007 01:58
RIO MAGU (1)
Belo e desconhecido, rio Magu é cartão-postal
Mas o Magu está sendo degradado pela própria população que vive perto de suas margens
Desconhecido da maioria dos maranhenses, o rio Magu é um dos mais belos e importantes da região do Baixo Parnaíba. Com nascedouro em Santana do Maranhão (Cabeceira do Magu), o rio – que tem uma extensão de 110 quilômetros – passa por três municípios (Santana, Agua Doce e Araioses).
O Magu desemboca no rio Santa Rosa, um tributário do rio Parnaíba. Tem águas transparentes, com vegetação caracterizada por grandes adensamentos de plantas aquáticas e extensas faixas formadas por palmeiras de buriti, açaí e carnaúba e pequenas propriedades agrícolas próximas às margens.
Detritos atraem urubus (destaque) para o rio
Pesquisas recentes, levadas a cabo por técnicos do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) do Piauí, constataram que o rio Magu – que possui um potencial para o ecoturismo sustentável não aproveitado – está sendo degradado pela própria população que vive perto de suas margens.
Entre os impactos negativos identificados estão a disposição inadequada dos resíduos sólidos; a caça e a pesca predatórias; o lançamento de esgotos “in natura” no rio; a retirada da mata ciliar; e queimadas para limpeza de terrenos para cultivo.
Essa degradação já está começando a prejudicar os múltiplos usos da água do rio: consumo humano e de animais; pequenas irrigações; criação de peixes em viveiros; e lazer e navegação de canoas em alguns trechos.
A poluição causada pelo hábito da população de jogar lixo no rio foi admitida por vários moradores que participaram de entrevistas, reuniões e de uma Audiência Pública, atividades estas promovidas pelo Ibama-Piauí. Além disso, como há poucas casas na zona rural com fossas, as pessoas também relataram fazer suas necessidades fisiológicas no quintal ou diretamente no rio.
Os restos de alimento descartados a céu aberto eventualmente servem de alimento para os animais de criação, como porcos, aves e cabras, criados soltos na região. Estes animais, itens da dieta humana local, alimentam-se inclusive dos resíduos sólidos, como fezes. Em vários trechos das margens do rio, no centro de Santana do Maranhão, já se nota a presença habitual de urubus, aves que só se aproximam de áreas em que há detritos depositados.
http://www.jornalpequeno.com.br/2007/9/23/Pagina64517.htm